quinta-feira, 25 de março de 2010

Dia 27/03/2010 - A Hora do Planeta

Pessoal, vamos contribuir para a hora do planeta dia 27/03/2010.

Apaguem as luzes às 20:30, por 60 minutos.

De que lado você está ?

segunda-feira, 15 de março de 2010

Rasante sobre Phobos



Phobos parece sólido, mas estudos anteriores mostram que ele não é denso o suficiente para ser sólido em sua essência.

Na verdade, entre 25% e 35% de sua estrutura é porosa. Os astrônomos pensam mais em Phobos como uma pilha de pedrugulhos amontoados juntos. O amontoado é formado por pedras grandes e pequenas que muitas vezes não se encaixam direito, deixando grandes espaços vazios entre uma rocha e outra e dando esse característica porosa.

No último dia 3 de março, a sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia, deu o primeiro de uma série de rasantes sobre a superfície de Phobos com o intuito de mapeá-lo em grandes detalhes. Nesse primeiro sobrevoo, a própria transmissão dos dados por rádio foi usada para se ter uma noção mais precisa sobre a gravidade (e portanto da massa) de Phobos.

Phobos sempre mostra a mesma face para Marte, da mesma forma que a Lua em relação à Terra. Para ter acesso à sua face externa, a sonda precisa orbitar em um trajetória que que passe por “trás”. Isso foi conseguido nos dias 7, 10 e 13 de março. Nesses dias, a Mars Express chegou a sobrevoar Phobos a uma altitude de apenas 67 km! Com uma distância tão pequena, a resolução das fotos obtidas é de 4,5 metros.

Um dos objetivos desses rasantes é obter imagens com resolução bem alta para identificar locais de pouso de uma missão a ser lançada em 2011 pela Rússia. A ambição da sonda Phobos-Grunt é pousar em Phobos, coletar uma amostra do satélite e retornar à Terra com ela. A região para o pouso já havia sido escolhida anteriormente, mas agora as imagens de alta resolução obtidas com uma melhor iluminação do terreno indicam dois locais seguros para o pouso. Esse pontos estão indicados no zoom da imagem de Phobos que foram mandadas neste último fim de semana.

A origem de Phobos ainda é um mistério, onde três cenários são possíveis. O primeiro propõe que Phobos é um asteroide capturado por Marte. O segundo sugere que Phobos foi formado no local, enquanto Marte se forma abaixo dele. A última hipótese diz que Phobos é um objeto de “segunda mão”, formado depois de Marte, a partir dos destroços lançados por uma colisão violenta entre um meteoro e a superfície do planeta. A solução desse dilema pode vir com a Phobos-Grunt, daqui a alguns anos.

domingo, 7 de março de 2010

Buracos de Minhoca (Buracos de Vermes)

Segundo os físicos, um buraco de minhoca é tão parecido com um buraco negro que seria impossível distinguir um do outro. Ambos afetam a matéria à sua volta da mesma maneira, já que os dois distorcem o tecido do espaço-tempo ao seu redor da mesma forma.

O que poderia distinguir os dois seria a radiação de Hawking, uma emissão de partículas e luz que somente se originaria nos buracos negros. Mas essa radiação, com seu espectro de energia característico, é tão fraca que seria completamente tragada por outros fontes de energia - até mesmo pela radiação de fundo, um "brilho" de microondas deixado por todo o espaço pelo Big Bang.

Outra diferença seria que o buraco de minhoca não possui horizonte de eventos, a fronteira além da qual nada consegue escapar de um buraco negro. Isto significa que algo poderia entrar no buraco de minhoca e sair novamente, o que não é possível nos buracos negros. Os teóricos afirmam que existem até mesmo buracos de minhoca em circuito fechado, cuja saída coincide com sua própria entrada, não levando a outros universos.

O problema é que, dependendo de seu formato, percorrer um buraco de minhoca inteiro pode levar bilhões de anos. Ou seja, algum objeto que tenha entrado em um desses logo depois do Big Bang pode não ter tido tempo ainda para sair.

Buracos de minhoca tão grandes certamente causam grande frustração a todos os amantes da ficção científica, onde as viagens espaciais são feitas em horas e não em bilhões de anos. Mas há uma esperança.

Se um buraco de minhoca microscópico pudesse ser encontrado ou até mesmo construído, seria possível atravessá-lo em segundos. Como ele não possui horizonte de eventos, uma nave espacial poderia utilizar seu combustível para sair do outro lado e explorar o novo universo. E poderia voltar rapidamente para contar o que encontrou.

O que é ano-luz ?

O que é:

Ano-luz é uma unidade de distância usada em astronomia. O ano-luz corresponde a distância em quilômetro que a luz leva para percorrer, no vácuo, no período de um ano.

Considerando que a velocidade da luz é de 300.000 km/s, um ano luz equivale a 9,463 x 1012 km. Em metros esta distância é de 9.460.536.207.068.016.

Principais distâncias de estrelas em anos-luz (em relação ao Planeta Terra):

- A estrela Próxima Centauri está localizada a 4,22 anos-luz

- A estrela Wolf 359 está localizada a 7,7 anos-luz

- A estrela Sirius A está localizada a 8,57 anos-luz

sábado, 6 de março de 2010

Atividade Solar (vídeo)

Vídeo rápido que peguei do YouTube, da National Geographic que mostra como é a atividade solar.



sexta-feira, 5 de março de 2010

Semelhança - Lua e Mercúrio

Acabei de fazer esta imagem, novamente com o programa Celestia 1.6.0, para mostrar as muitas semelhanças entre a nossa Lua e Mercúrio.


O que mais se percebe na imagem são as crateras que marcam a superfície do planeta e do nosso satélite. Mercúrio e Lua não possuem campos magnéticos ou atmosfera.
(Clique na imagem para ampliá-la).

Demonstração da distância - Terra e Sol



















Notem a distância no espaço entre a Terra e o Sol. São 150 milhões de km. Apague-o e ele está tão longe que demoraríamos 8 minutos para percebermos que ele desapareceu. Uma viagem de avião até ele seria uma jornada de 20 anos.
(Clique na imagem para ampliá-la).
Imagem feita com o programa Celestia 1.6.0.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Nebulosa do Morcego



















Nebulosa que se assemelha à um morcego, na constelação de Órion (onde se localizam as Três Marias).

Nasa divulga foto do cosmos captada pela sonda WISE















Na imagem, a galáxia Andrômeda
Foto: Nasa/Divulgação



A agência espacial americana (Nasa) comemorou as primeiras conquistas da missão WISE e divulgou as primeiras imagens do cosmos, que mostram, entre outras, a galáxia de Andrômeda e um cometa com um rastro de mais de 16 milhões de km.

A sonda WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) começou a transmitir em 14 de janeiro e os cientistas da Nasa já receberam mais de 250 mil imagens, indicou a agência espacial americana em comunicado.

"WISE funcionou de maneira fabulosa", disse Ed Weiler, administrador adjunto do Diretório de Misiones Científicas da Nasa em Washington. "Estas primeiras fotografias estão demonstrando que a missão secundária da sonda de localizar asteróides, cometas e outros objetos será tão importante como observar todo o céu sob luz infravermelha", acrescentou.





















Uma das imagens mostra um cometa batizado de "Siding Spring", cujo o rastro parece uma mancha de pintura vermelha com uma estrela azul.

quarta-feira, 3 de março de 2010

"Vida fora da Terra: Possível ?"

Antes eu havia comentado sobre uma postagem que faria hoje.
A questão da vida fora da Terra: possível ou não?
Veremos agora.


VIDA FORA DA TERRA: POSSIBILIDADES

Desde que os cientistas descobriram maneiras de verificar a existência de planetas orbitando outras estrelas no Universo, a conta de astros do gênero não para de aumentar. Em agosto de 2007 podia-se contar aproximadamente 250.
Mas, os que esperam encontrar outra Terra perdida em algum recanto oculto do Universo ainda vão ter que esperar.
Por enquanto, os furos na peneira representada pela metodologia usada estão flagrando apenas gigantes gasosos semelhantes à Júpiter, maior planeta do nosso sistema, e em geral maiores do que ele. Vários desses astros completam sua órbita em um dia, enquanto Mercúrio, o mais rápido do nosso sistema, leva 88 dias para dar uma volta em torno do Sol.
A proximidade de suas estrelas tornam a temperatura desses planetas insuportavelmente alta, portanto, a possibilidade da existência de vida em astros desse gênero é muito remota.
E a vida no nosso próprio Sistema Solar ? Como é que fica ?
Existe muita pouca chance de haver. Examinaremos os astros que foram estudados e descartados:

Mercúrio e Lua -> O planeta mais próximo do Sol é muito semelhante à nossa Lua. Parece estranho começarmos nossa exploração sobre a possibilidade de vida no Sistema Solar agrupando Mercúrio e a Lua. Os corpos celestes têm muito em comum: não têm água, atmosfera ou campos magnéticos. Suas superfícies são semelhantes, com milhares de crateras, cicatrizes de impactos que ocorreram no passado. A falta de água é considerada um sério problema; pelo que sabemos, a vida precisa de água. É difícil imaginar um ser vivo sem ela. Isso porque a água, sendo um solvente muito eficiente, é um meio ideal para reações químicas. Outros meios vêm sendo propostos, como argila e certos cristais, mas a água ainda é o mais natural. A ausência de atmosfera e campos magnéticos proíbe de vez a existência de vida. Tanto Mercúrio como a Lua estão sujeitos a um bombardeio constante de raios cósmicos, meteoros e doses letais de radiação ultravioleta (UV3) e outras partículas vindas do Sol. Nem mesmo as moléculas orgânicas mais simples conseguiriam sobreviver em ambientes tão hostis. A conclusão é que ambos não oferecem condições para a existência de vida.
(Poeira das Estrelas, págs 230 e 231)


Vênus -> Infelizmente a possibilidade de vida inteligente ou qualquer outra em Vênus é muito remota. Com 95% do raio e 82% da massa da Terra, Vênus, a Estrela D'Alva, símbolo de beleza e perfeição, é na verdade um verdadeiro inferno. Vítima de um efeito estufa fora de controle, o planeta é coberto por uma atmosfera tão espessa e quente que é impossível de ver sua superfície, onde a temperatura pode chegar a 475 ºC ! Imagens de radar obtidas por telescópios da Terra e por sondas enviadas diretamente até lá, como as Venera, da Rússia e Pioneer e Magellan, dos EUA, nos permitem decifrar o que existem sob as nuvens: planícies não muito altas, dominadas por duas concentrações mais elevadas e algumas crateras. Outra característica da superfície de Vênus é a presença de vulcões e campos enormes cobertos de lava. Possivelmente, alguns desses vulcões continuam ativos. A composição atmosférica também não ajuda: 96,5% de dióxido de carbono e 3,5% de nitrogênio. Não existe qualquer traço de oxigênio ou água. Para piorar a situação, a região externa é cercada por nuvens de ácido sulfúrico e partículas de enxofre.
Nossa Estrela D'Alva, inspiradora de tantos poemas e canções, é uma jóia apenas quando vista de longe. Mas de perto, é um exemplo aterrorizador do que pode ocorrer se o efeito estufa for ignorado.
(Poeira das Estrelas, págs 232 e 233)


Marte -> Devido às semelhanças e à proximidade da Terra, Marte é o planeta mais explorado e estudado. Conhecemos bem a sua superfície, repleta de vulcões e vales espetaculares, de dunas extensas e de pedras deixadas por impactos.
Recentemente, ficou claro que muitas das características da superfície marciana foram causadas pela água, com leitos de rios antigos e vales causados por enchentes. Alguns desses acidentes geológicos datam da infância do planeta, enquanto outros podem ser bem mais recentes, talvez formados apenas há alguns milhões de anos. O fato de água líquida ter existido em abundância do passado implica que a temperatura média de Marte era mais elevada que a atual, em média 50º mais baixa que a daqui. A água encontrada hoje, especialmente nas calotas polares, está congelada. Mas alguns cientistas acreditam que, no passado, Marte tinha oceanos, céu azul e chuva, produtos de uma atmosfera bem mais densa que a atual.
A possibilidade de que, no passado, a superfície de Marte tenha sido semelhante à da Terra de hoje imediatamente sugere que vida pode ter surgido lá também.
Ainda é cedo para concluir se existiu ou existe vida em Marte. Mas missões são necessárias, projetadas com o intuito de buscar indícios de vida em sua superfície e em seu subsolo. De qualquer forma, se existiu ou existe vida em Marte, certamente não era ou é inteligente. A menos, claro, que os marcianos saibam se esconder muito bem da gente...
(Poeira das Estrelas, págs 235, 236, 237 e 240)


Júpiter, Saturno e suas misteriosas luas -> Mais longe do Sol, as coisas mudam bastante. Os planetas deixam de ser rochosos e passam a ser esferas de gás agregadas pela própria gravidade. Os próximos candidatos à vida são os gigantes Júpiter e Saturno, e mais importante ainda, algumas de suas numerosas luas.
Dado que são constituídos por gases, esses planetas não têm uma superfície sólida, o que dificulta a possibilidade de vida. Fora isso, as enormes distâncias que os separam do Sol (Júpiter está 5 vezes mais distante do Sol que a Terra, enquanto a distância de Saturno é 9,5 vezes maior) tornam as temperaturas da atmosfera desses planetas muito baixas: em Júpiter, ela fica em torno de -150 ºC.
Por isso, são descartados os planetas, e é nas suas luas que existe alguma chance de encontrarmos vida.
Júpiter, atualmente, possui no mínimo 62 luas. Quatro delas (as maiores) foram descobertas pelo astrônomo italiano Galileu Galilei.
É Europa, a menor das quatro luas de Júpiter observadas por Galileu, que oferece a maior possibilidade de sustentar vida. Um pouco menor que a nossa Lua, Europa é um mundo misterioso: coberta por uma camada de gelo de 5 km, tem no interior uma camada líquida, aparentemente formada de água salgada, com profundidade estimada entre 50 e 100 km !
A descoberta de água em Europa sugere a possibilidade de que exista vida lá.
Outro corpo celeste extremamente interessante e misterioso é Titã, a maior lua de Saturno e segunda maior do Sistema Solar. Os astrônomos suspeitavam de que sua coloração avermelhada demonstrava algo raro e especial. Imagens recentes de radar obtidas pela sonda Cassini mostraram que a superfícia de Titã é repleta do que parecem ser lagos. Seria o único outro corpo do Sistema Solar com lagos de uma substância líquida. Como a temperatura lá é extremamente baixa (-180 ºC), não podem ser de água líquida. Tudo indica que seja de metano ou outros compostos que permanecem líquidos a temperaturas bem mais baixas.
(Poeira das Estrelas, págs 240, 242, 244, 246, 247 e 248)


Urano, Netuno e Plutão -> Continuando a exploração pelo Sistema Solar, chegamos aos seus três últimos planetas, Urano, Netuno e o pequenino Plutão.
Embora Plutão tenha sido recentemente rebaixado e não seja mais considerado um planeta como os outros, é importante sua inclusão aqui. Tal como Júpiter e Saturno, Urano e Netuno são gigantes gasosos, e por isso, como estes também possuem baixíssimas temperaturas e não têm superfície sólida, o que torna as condições não propícias à vida.
Plutão, considerado um objeto do Cinturão de Kuiper, pode ser rochoso, mas também possui temperaturas muito baixas e leva 248 anos para completar uma órbita ao redor do Sol.
(Poeira das Estrelas, págs 248 e 250)