terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Astrônomos estudam ''replay'' de erupção nas estrelas de Eta Carinae

Astrônomos norte-americanos estudam os ecos de uma erupção estelar que tornou, entre 1837 até 1858, a estrela Eta Carinae em um dos astros mais brilhantes do céu noturno.


Mais de 150 anos depois, os cientistas agora analisam sinais do fenômeno espacial que percorreram um caminho mais longo até atingir a Terra.



Eta Carinae é, na verdade, um sistema instável composto por duas estrelas, localizadas a 8 mil anos-luz de distância da Terra -- 1 ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros.
No século 19, um evento conhecido como a Grande Erupção fez a dupla "derramar" o equivalente a 20 massas solares durante o período de 20 anos durante o qual Eta Carinae mais brilhou no céu. Antes da erupção gigantesca no passado, a dupla chegava a pesar 140 massas solares.
Para estudar o "replay", os pesquisadores aproveitaram tanto a luz visível quanto ondas eletromagnéticas em outras frequências que foram captadas por telescópios em solo terrestre.

Par de bolhas de gás ao redor de Eta Carinae são visíveis nesta imagem captada pelo Telescópio Espacial Hubble. (Foto: Nasa)
 Par de bolhas de gás ao redor de Eta Carinae são visíveis na foto do Telescópio Hubble. (Foto: Nasa)

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/02/astronomos-estudam-replay-de-erupcao-nas-estrelas-de-eta-carinae.html

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O que são Supernovas?

Supernovas são estágios finais da evolução estelar. Uma supernova é um acontecimento no espaço-tempo e, como tal, é preciso que o cone de luz desse acontecimento esteja no cone de luz do passado do observador para que seja observável por esse observador hoje.
A explosão de uma estrela como supernova liberta tanta energia quanto todas as outras estrelas de sua galáxia. Este evento, no extremo de sua luminosidade, é cerca de 10^10 vezes mais brilhante que o Sol. Como uma galáxia ''pequena'' tem em média 10^11 estrelas, o seu brilho rivaliza com o da própria galáxia onde ocorre o acontecimento da supernova.
Há registros de supernovas que possivelmente ocorreram na nossa galáxia nos últimos 2000 anos, mas alguns são duvidosos. Podemos saber se esses registros são de supernovas, consoante à descrição do objeto deixado pelas civilizações que a observaram, através da procura de seus remanescentes. 
Denominamos remanescentes de uma supernova às nuvens gasosas que podem ser observadas como resultado da injeção no meio interestelar do material da estrela que é expelido na sua explosão.
Há supernovas que podem deixar nebulosas coloridas (gás espacial), buracos negros ou simplesmente desaparecer sem deixar rastros.
Nebulosa do Caranguejo (Crab Nebula), uma remanescente de uma supernova.

Sumiço de um planeta

Em 2008 foi anunciado que o telescópio espacial Hubble observou Formalhaut –uma estrela a apenas 25 anos-luz de distância da Terra que possui um disco circunstelar. Esse disco, que consiste de restos da formação da estrela, poderia ser na verdade um disco protoplanetário, ou seja, um disco de gás e poeira que viria a formar planetas no futuro.






Tudo começou em 2004. Como Formalhaut está pertinho, estruturas mais fracas ao seu redor poderiam ser reveladas com uma técnica simples de ocultar a estrela e seu forte brilho. Com isso, o disco foi observado e uma análise cuidadosa mostrou uma pequena mancha brilhante bem suspeita. Seria um planeta? Em 2006 a observação foi repetida de maneira idêntica e… bingo! A manchinha brilhante se mexeu como se esperaria de um planeta! A notícia correu o mundo, afinal, era um planeta detectado diretamente. A imensa maioria dos exoplanetas são descobertos de maneira indireta, seja por “mini eclipses” nas estrelas hospedeiras, seja pelo “bamboleio” gravitacional promovido durante a mudança de posição em suas órbitas. Esse exoplaneta foi batizado de Formalhaut b.
Tudo ia bem até que Markus Janson, da Universidade de Princeton, liderou um estudo de Formalhaut b usando o telescópio espacial Spitzer. A diferença fundamental entre os dois telescópios é que o Hubble observou o sistema no espectro visível e o Spitzer no infravermelho. E por que isso é importante? Porque, no visível, um planeta reflete luz e, no infravermelho, ele emite luz.
Pois bem, advinha o que aconteceu? Sim, no infravermelho, o planeta desapareceu! Nesse comprimento de onda ele seria facilmente detectável, mas nada surgiu nas imagens. A equipe teve um cuidado imenso para se certificar de que não havia cometido nenhum erro. Por exemplo, simularam como um planeta de verdade, ainda em formação, apareceria em imagens do Spitzer e mais importante, se esse planeta poderia ser detectado. A resposta foi sim, ele seria detectado facilmente como um ponto brilhante no disco circunstelar. Mas não foi isso o que aconteceu na realidade.
O que aconteceu então? A melhor explicação é que o Hubble detectou na verdade uma nuvem, ou quase isso. Em 2004, aquele ponto brilhante era apenas uma concentração de gás e poeira, ou uma sobredensidade, que se mexeu em uma órbita semelhante ao um planeta e foi detectado novamente em 2006. Essa sobredensidade reflete muito bem a luz da estrela, mas não emite no infravermelho mais do que o restante do gás do disco.